Visitante número

quinta-feira, 19 de março de 2009

FRAGILIDADE


O tempo passa num piscar de olhos. A vida voa igual às folhas amarelas: suicidas. Há tanta fragilidade em nós, que nos fazemos de ‘fortes’. Preferimos aparentar uma aparência que não existe. Vestimos uma das máscaras que criamos para cada momento que não queremos revelar nossa identidade. Identidade? Temos?

Razão e emoção: eterna batalha. Árduo é o sofrimento, pela decepção e tempo perdido, mas nada é em vão, creia!

Crer no inesperado, novo, na surpresa da vida, dos sentimentos sem controle, sem pré-conceitos, sem razão, sem questionamentos prévios. Avaliar o terreno: a estratégia lógica para muitos. A vida codificada como um manual para se viver bem:

Artigo 1º. Proibido aceitar o novo: se afaste.
Pena: Dor e lágrimas.

Artigo 2º. Agir sempre com a razão; emoção, extinta de você, demasiado humano.
Pena: você se tornará áspero, rigoroso e cruel. Se poupe.

Mas as exceções surpreendem! O autocontrole não existe. Moderação sim.

Somos máquinas, mas humanas. O diferencial de toda vida que existe no planeta Terra. Somos responsáveis por tudo na superfície terrestre. E acima de tudo, responsáveis por nós mesmos. Responsáveis pelas nossas decisões, palavras ditas e não ditas, atitudes, olhares, uma expressão, um carinho, um não, um sim. Nós somos o que nós mesmos fazemos de nós. Somos infinitos. Somos nós. Eu, você, tu, eles, nós, vós...

4 comentários:

Berenice disse...

Rodrigo,
que texto bonito. Uma melancolia que enche o coração, uma grata surpresa. Imagino que na sua profissão exista uma eterna batalha entre a razão e a emoção... assim como em tudo em nossas vidas.

Bjs,
Berenice

Rodrigo Barbosa Urbanski - O Grito disse...

Obrigado Berenice. A vida é realmente muito frágil. Somos, todos nós.

Jana disse...

Meu Deus..!
Rodrigo quem diria, que você é tão sensível! Isso é admirável!
1Beijo!

Rodrigo Barbosa Urbanski - O Grito disse...

Oi Jana, fico feliz por ter visitado meu blog.

Muitas vezes as aparencias enganam, não?!